As estrelas
Quando eu morrer, me enterrem no alto da mais alta montanha, onde ao anoitecer, eu não sinta mais aquela dor estranha, dor de sua falta, de te ver...te tocar, dor que já sinto há uma vida, dor que que faz meu grito silencioso ecoar, dor de sua auxência em minha existência sofrida, A única coisa que me impedia de morrer era ver a estrela que surgiu no firmamento quando você me deixou, partiu sem nada dizer, e eu ouvindo a melodia do vento, lamento após lamento, aqui no alto da montanha, onde o falso sorriso prateado da lua me afasta da dor, agonia tamanha que preenche a falta sua. Mas quando eu morrer... por favor...me enterrem no alto da montanha, onde enfim poderei ver, longe da dor que afligira minha entranha, outra estrela surgir...aparecer no céu de veludo, uma estrela ao lado da sua, serei eu ao seu lado, longe de tudo... falecido...mas com teu amor minha vida continua...
Joel Luis Carbonera
- Postado por: Lu às 09h48
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Gotas de pesadelo
A chuva fria redimia minha alma, enquanto eu corria pelas poças de lama escura, que refletiam minha face indiferente e calma, e o vento soprava em meu rosto...a liberdade mais pura.
Gotas finas continuavam a cair silenciosamente, gotas que pareciam o doce orvalho noturno, folhas amarelas caíam das árvores secas delicadamente, enquanto o trovão fazia-se ouvir...soturno.
Gotas frias caindo tristemente...trazendo lembranças, lembro-me de que ainda sou capaz de sentir...somente lembro-me da dor, do balet de lágrimas...mórbidas danças, lembro-me de minha mortalidade...pura e simplesmente.
A chuva cai sem cessar, trazida pelo vento ártico...vento gélido e forte, Agora cai desajeitada, em gotas estranhas...horizontais, cada gota...uma navalha...cada pingo...um corte., gotas...dores esquecidas...pavores antárticos...horrores glaciais,
Por fim a tempestade...implacável...fria, ventos molhados...ventos cortantes de punhal afiado trazem areia aos meus olhos, transforma em noite o que era dia, dor...fico cego...devo...preciso ser guiado...
A tempestade não me dá trégua...avança, corpo e alma sangrando, retalhados pelo vento cortante, vou morrer sangrando, cego, louco e sem esperança, meu corpo torna-se uma lembrança...cada lágrima, um diamante.
Joel Luis Carbonera
- Postado por: Lu às 09h38
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- Postado por: Lu às 09h33
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Risos de nossa ignorância
Riam, perpetradores dessa ignorância sem fim, Que os pilares da sociedade utópica caiam ao chão, E que a ignorância e a apatia prevaleçam enfim, E que tudo...cada ideal...cada grito...se torne em vão...
Riam...marionetes da mídia mentirosa, Pois foram condicionados a isso...e mais... A rir, como ensandecidos numa alienação viciosa.... Riam de tudo e de todos...não busquem a verdade jamais...
Riam das guerras cor-de-rosa que a mídia exalta... Não critique...tudo é verdade...pura e imutável... Riam, não chorem...a fome não existe...amor,carinho...nada faz falta, Riam dos ladrões corruptos e de toda essa corja execrável...
Vamos rir... O mundo é algo lindo e perfeito! Quero chorar, quero sumir... Mas estou acorrentado...e não tenho esse direito.
Joel Luis Carbonera
- Postado por: Lu às 09h28
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Morte
Você foi E eu fiquei Você foi pra sempre Chorei Você não disse adeus Nem eu Será que você esqueceu? Porque eu lembrei De todos os momentos Tudo que passamos Mas você não tá mais aqui Nem volta mais Por quê? Morte Vida Sorte Maldita Por que tudo tem que ser assim? Não sei Dane-se Chegou ao fim...
- Postado por: Lu às 13h48
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Sem você
Sem nome Sem identidade Nem sei mais quem sou Qual é a minha idade?
Esqueci onde moro Esqueci o que tenho que fazer Perdi a memória Nem tenho mais história
Momentos tristes Momentos felizes¿ Não tenho nem um, nem outro Sem você não tem momento
Felicidade¿ Você foi embora! Como quer que eu seja feliz Sem te ter aqui?
Minha vida... E eu tenho uma? Não tenho é nada! Tô de partida...
Nada faz sentido Sem você por perto Então me mudo pra bem longe Tudo vai continuar sem sentido E eu continuarei sem nada Mas uma coisa sei que terei... Um coração partido.
- Postado por: Lu às 13h43
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- Postado por: Lu às 13h25
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- Postado por: Lu às 15h20
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